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A mostrar mensagens com a etiqueta Sistemas de Ensino

Planeta A - Do ensino e da aprendizagem

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Planeta A : Educação -  O ensino dos dias de hoje continua a seguir, maioritariamente, os métodos e os pressupostos pensados para levar a cabo as campanhas de evangelização religiosa há pelo menos 500 anos: aulas expositivas a partir de um púlpito para uma plateia mais ou menos passiva, que se limita a reproduzir aquilo que recebe. As consequências negativas da insistência num modelo datado, são visíveis: os alunos gostam cada vez menos de assistir às aulas; os jovens sofrem com a pressão das avaliações e dos resultados; a saúde mental nas escolas está a deteriorar-se. São muitos os que acham que o ensino moderno não deve apenas preparar os alunos para um emprego para a vida, uma vez que a grande maioria não viverá essa realidade. A solução, defendem alguns especialistas, passa por dotar as crianças e os jovens de competências emocionais que lhes permitam conservar felicidade e resiliência - mesmo face às incertezas do mundo exterior. Alunos felizes, seguros e confiantes são mais c...

Finlândia quer abandonar o ensino por disciplina

A Finlândia já tem um dos melhores sistemas de educação do mundo, que ocupa as posições de topo na matemática, nas línguas e na ciência dos prestigiados rankings PISA da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Somente países do oriente, como a Singapura e a China conseguem superar o país nórdico. Políticos e especialistas em educação de todo o mundo olham para o país como um exemplo e tentam replicar nos seus sistemas de ensino o sucesso que lhe reconhecem. Mas a Finlândia não está a descansar nos seus louros.  Está a preparar a maior reforma na educação de sempre, abandonando o tradicional  ensino por disciplinas  e implementando um  ensino por tópicos .  Algumas disciplinas principais, como Literatura Inglesa e Física, já estão a ser eliminadas das turmas de 16 anos em escolas da capital Helsínquia. Em vez disso, os jovens finlandeses estão a aprender por tópicos, como a “União Europeia”, que...

(Re)lembrar e uma proposta de trabalho

Já aqui falei do filme "A Turma", um filme de Laurent Cantet. Uma metáfora sobre a sociedade francesa, sobre a nova realidade multicultural e sobre como no sistema educativo se encerra o verdadeiro poder de um país. Um filme realista sobre a escola pública. O jornal El País escreveu sabiamente um excelente retrato do mesmo: Una película empeñada en reproducir la vida sin adulterarla, en describir con conocimiento, respeto y sentimiento los conflictos que provoca intentar educar y enseñar, las tensiones de todo tipo que laten en un colegio multirracial y con mayoría de inmigrantes, el retrato de las preocupaciones prioritarias de los adolescentes alumnos, la táctica de un profesor joven y humanista para ser escuchado y respetado por chavales que sienten instintivo enfrentamiento con cualquier forma de autoridad. El director Laurent Cantet aborda Entre les murs con vocación de documentalista, sin forzar el dramatismo ni encontrar soluciones definitivas, utilizando sabiamente ...

Ainda sobre "A Arte, Mestra da Vida"

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A autora fala das suas motivações para escrever o livro infra mencionado em Entrevista à TSF - Rádio Notícias . Para ouvir, basta clicar no link ou na imagem infra. Uma reflexão lúcida que nos alerta para a necessidade de (re)pensar nas medidas e nos caminhos que com elas têm sido traçados para a Educação. Medidas que maioritariamente apontam horizontes de relativização e contextualização das aprendizagens. Medidas que desta forma impossibilitam alunos de classes mais desfavorecidas aceder à cultura mais erudita e quiça, impedidos para sempre de descobrir a sua vocação . Um livro que vale a pena ler. Uma entrevista que vale a pena escutar.

Curiosidades...

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Férias escolares em França: Clique em ambos os mapas para ver bem as diferenças entre o o Calendário Escolar Francês (imagem supra) e o Calendário Escolar Português (imagem infra). Férias escolares em Portugal (Quadro nº 2): Nota: Não é por terem mais tempo útil de aulas que os alunos portugueses têm melhores desempenhos escolares que os alunos franceses. Dá que pensar, não é verdade?

O Ministério da Educação visto pelo Físico Carlos Fiolhais

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O MONSTRO DA 5 DE OUTUBRO A palavra “monstro” para designar o Ministério da Educação é muito anterior ao mandato dos actuais ocupantes da Avenida 5 de Outubro. Numa entrevista ao “Expresso” o Eng.º Belmiro de Azevedo usou-a há anos sem papas na língua: “O Ministério da Educação sempre foi um monstro dentro de outro monstro que é a administração pública. Esse Ministério é o maior empregador nacional e deve possuir o maior teor de burocratas no sistema. Continua a gerir numa lógica de continuidade aquilo que existe, em vez de gerir numa lógica de base zero, por reformular o sistema por completo. Não têm existido verdadeiras reformas educativas.” Inquirido sobre a solução, respondeu: “Devia haver uma reforma que abrisse e descentralizasse o sistema de ensino. O Ministério devia ser um regulador, validador de currículos, da qualidade do exame e deixar o sistema funcionar, descentralizado.” Mas o problema é que pouco mudou nos últimos tempos: o monstro continua monstruoso, com DREs, despach...

"A última aula deste sistema de ensino"

«A ministra da educação está para o actual sistema público de ensino como Marcello Caetano para o Estado Novo. Se falhar, perante os ultras do sindicalismo e da movimentação, vamos ver quase de certeza, nos próximos tempos, o 25 de Abril educativo que alguns andam a reclamar há anos: autonomia e governo próprio das escolas (já quase toda a gente aprendeu a falar disso), novas formas de financiamento (dirigido às famílias e não aos estabelecimentos de ensino), integração de escolas estatais e privadas num mesmo sistema público concorrencial, avaliação de escolas e professores baseada nos resultados dos exames, e por aí fora. É o que falta experimentar, e há-de provavelmente ser experimentado. Mais não seja, por simples falta de alternativa, depois do colapso das actuais reformas. Os sindicatos e movimentos de professores, se vencerem o ministério, estão condenados a cair com ele, como aconteceu aos sindicatos e aos movimentos que em Inglaterra, em 1979, destruíram o governo de James Cal...

A radiografia...

... do dia, da semana, do mês, do ano... e dos últimos 3 anos

Falácias do sistema educativo

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Com Miguel Santos Guerra no seu artigo semanal de 26.4.2008 fica uma análise cuidada e interessante sobre os efeitos do currículo oculto, por vezes, bem mais determinantes que o próprio currículo explicito. Efectos secundarios Es necesario reflexionar profundamente sobre los efectos secundarios del sistema educativo. Una cosa es lo que se pretende y otra lo que realmente se consigue con el paso de los estudiantes por la escuela. Decía Kant, con evidente ironía y despiadada injusticia, que lo más importante que aprenden los alumnos en la escuela es a estar sentados. El curriculum oculto actúa de forma subrepticia (ocultamente), persistente (sin interrupción) y omnímoda (de infinitas maneras). Por eso resulta difícil defenderse de sus efectos perniciosos. Y ser consciente de los positivos. Además de los contenidos del curriculum explícito, los alumnos aprenden, por ejemplo, que sólo hay que estudiar cuando van a realizar un examen. Lo pueden comprobar fácilmente los padres si pregunta...

Alvin Toffler comenta o Sistema de Educação actual

Temos um sistema de ensino obsoleto, segundo Toffler. Segundo este, não será suficiente fazer reformas, é preciso mudar os sistemas de ensino. Vale a pena escutar as ideias deste respeitado ensaísta.

A (r)evolução no sistema educativo português

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© Antero Valério

Um sistema de ensino público obsoleto

Alvin e Heidi Toffler são dois dos ensaístas mais respeitados em todo o mundo. Em conferência de imprensa explicaram que o sistema de ensino actual está obsoleto. Segundo estes, não será suficiente fazer reformas, é preciso mudar os sistemas de ensino. Como diz o Ramiro e muito bem, esta é “uma crítica contundente ao estranho e perigoso conceito de escola a tempo inteiro”. Vale a pena escutar. Nota: Como não estou a conseguir embeber o vídeo... a coisa está preta ... aqui fica o link: http://videos.sapo.pt/S6GNyJZ2q6PU6BaUY0jK

Geração Morangos com Açúcar

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Podia bem ser o título de um texto de Rui Baptista , do qual reproduzo um excerto que personifica claramente a realidade educativa portuguesa facilitista que, aliás, não é a única no panorama mundial. A educação dos jovens “Que presente melhor poderíamos oferecer à República além de educar os nossos jovens?” Cícero Escreveu Mao Tse-Tung (cito de memória) que “um caminho demasiado plano não desenvolve os músculos das pernas” . E que bem se adaptam estas sentenciosas palavras a um ensino facilitador – como o nosso - em que alunos há que saem com diplomas do ensino básico mal sabendo ler e escrever. Como sempre, as excepções mais não fazem que confirmar a regra. O “caminho demasiado plano” dos três ciclos do ensino básico faz com que os alunos circulem velozmente em auto-estradas sem paragens e quaisquer percalços, mas, deparando-se com a primeira portagem a pagamento para prosseguirem os exigentes ensinos secundário e universitário e levando as mãos às algibeiras, verificam ter os bols...

A escola não consegue cumprir a sua função

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A escola não consegue cumprir a sua função… como não se define o que se quer da escola, não se consegue cumprir e exige-se muito… a falta de estabilidade de regras e legislação que não seja contraditória… estas foram algumas das expressões frequentemente a debate na Conferência da Gulbenkian cujo tema em debate se centrou na problemática do Sucesso versus Insucesso . A propósito destas preocupações encontrei um excerto de uma interessante reflexão do alemão Dietrich Schwanitz , dos finais do séc. XX . Não sendo um texto que se refira directamente à realidade Portuguesa, mas sim à realidade Alemã, o certo é que ela é um retrato, diria, quase perfeito da nossa própria realidade. Aqui fica. Por Maria Helena Damião As três irmãs górgones Começo por lançar um desafio ao leitor, que se traduz em duas perguntas : - Quem escreveu o texto que a seguir se transcreve? - A que realidade educativa se reporta? “O ensino transformou-se no reino das trevas. No seu interior evaporaram-se as ideias s...

"Marçal Grilo pede mais autonomia para as escolas"

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Por Bárbara Wong , In Público , 15.11.2007 O Governo deve intervir menos no sistema de ensino e dar às escolas ferramentas para que estas possam trabalhar no combate ao insucesso e abandono escolar, diz Eduardo Marçal Grilo, ex-ministro da Educação e administrador da Fundação Calouste Gulnbenkian. Marçal Grilo - que falava no âmbito da apresentação da conferência internacional sobre Sucesso e Insucesso: Escola, Economia e Sociedade que vai decorrer no início da próxima semana na Gulbenkian, em Lisboa - apela: "Deixemos as escolas trabalhar." "Quanto menos regulamentação houver, quanto mais responsabilidade para escolas e famílias, melhor", considera o antigo responsável pela pasta da Educação. Foi durante os anos em que Grilo esteve no ministério que foi publicada a primeira lei da autonomia das escolas. "A minha ideia foi sempre a de dar maiores responsabilidades e melhores condições", confessa. Contudo, o primeiro contrato de autonomia só foi assinado em...