Os exames atacam o tempo. Ocupam. Preocupam. Tomam os nossos dias todos, como um miúdo mimado que não gosta de repartir guloseimas. Obrigam a viver por detrás das persianas. «Desculpem hoje não vou.» «Desculpem hoje não estou.» Os exames trazem outros ritmos. Empilham-se textos. Desfilam leituras. Acho que já sei. Acho que nada sei. Não há, por aí, quem ajude? Os exames atacam o tempo. Ocupam tudo. Acontece, talvez por isso, tropeçarmos mais vezes em nós. «O que ando a fazer aqui?» «Estou bem?» «Gosto do que estudo?» «Gosto do modo como estudo?» «Para que serve tudo isto?» Atenção: estas perguntas valem tanto como as que vêm no teste. Os exames atacam o tempo. Põem-nos longe dos outros. Há que tempo não os vemos. Acontece, talvez por isso, os sentirmos, afinal, mais perto, Chegados ao coração. Nos exames damos por nós a pensar, mais vezes em Deus. Não só porque troveja. Mas porque pensar n’Ele faz-nos bem. Dizemos-Lhe coisas. Pedimos ajuda. Que Ele nos dê a «ajuda» de compreender como ...