Por Aqui há dias, os jornais trouxeram o resultado de um estudo sobre a programação infantil na televisão portuguesa. Praticamente inexistente, claro. E dei comigo a pensar na qualidade que tinham os programas para crianças nos idos de setenta e oitenta. Recordo-me dos tempos pré-históricos em que, sem condições nenhumas (lembras-te, António Santos, do barracão da Francisco Baía?) se fazia um telejornal infantil todas as semanas, com reportagens e entrevistas e a participação das crianças (recebiam-se caixotes de correspondência!), a terminar sempre com dois comentadores, como nos telejornais dos adultos, só que aqui eram dois bonecos, o Elias e o Horácio (uma das maiores glórias da minha vida foi um dia ouvir uma criança aos berros "vai ali a mãe do Elias!"). O programa chamava-se "Jornalinho"-e decerto que a Laurinda Alves deve ter muitas saudades dele: lá começou, uma quase miúda que punha o capacete na cabeça e ia de moto fazer reportagens… Depois, um dia, disse...